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dois meses de ti ♥

♥ já ouvi uma gargalhada tua enquanto sonhavas

♥sorris imenso e intencionalmente

♥começas a querer falar

♥ gostas de silêncio para dormir

♥ continuas a não gostar do escuro

♥ fizeste o teu primeiro cocó até ao pescoço

♥ toda a gente diz que vais ficar com os olhos azuis




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um mês de ti ♥

Um mês de ti.

Já sorriste deliberadamente para o teu pai.

Não gostas do escuro nem do silêncio.

Detestas ter as pernas e os pés nus.

Adoras fazer de nós almofada.

Começas a prestar imensa atenção quando falamos contigo.

Tens imensa força no pescoço e já levantas a cabeça.

Fazes barulhinhos como se fosses uma ovelha, mesmo a meio da noite.

Gostas de estar de barriga para baixo no banho.



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aguardar pelos sonhos

Ainda não perdi a fé. De te ver a correr descalço no meio das folhas verdes. De ficar feliz por teres a planta dos pés da cor da terra e as mãos cheias de saliva da nossa patuda. De te deitar com a janela aberta e o som da natureza como pano de fundo. De te ver crescer na companhia das árvores que plantarmos juntos. De saber que és feliz debaixo do sol, da chuva e a brincar na terra molhada. De ter um alpendre, árvores de fruto, uma pequena estufa com as ervas aromáticas, de puder adormecer-te nas noites de verão sobre o céu estrelado. Não esquecemos o nosso sonho, falamos muitas vezes nele, pensamos ainda mais. Está em pausa nas nossas vidas, ainda não foi o momento certo. Mas ansiamos por essa vida, por essa calma. Será com toda a serenidade e com toda a clareza de espírito que aguardaremos pelo momento certo. Ele vai chegar.





Assim, enquanto aguardamos, vamos fazendo planos em sítios muito bonitos, onde nos sentimos em casa. É aqui que nos sentimos bem, é aqui que o nosso coração se enche de sonhos.



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o vício do amor

Vais ficar viciado no colo. Na mama. Nas minhas mãos que te confortam até adormeceres. Nos meus beijinhos pelo corpo todo logo pela manhã. No facto de assim que choras eu pegar em ti e mostrar-te que estás em segurança. Em adormeceres na nossa cama de madrugada quando tens noites mais agitadas. É isto que me dizem de ti, filho. Que tens um mês de vida mas já tens manha, que sabes manipular-nos a fazermos o que queres. Que vais ser uma criança dependente.
És o meu primeiro filho, não sei se estou a fazer tudo bem ou tudo mal. Estou a fazer o melhor que sei. A seguir o meu instinto. Aquilo a que já quase ninguém dá importância. Preferem regular-se por horários, biberons, regras estipuladas e choros constantes. Eu prefiro seguir o amor. Porque dar-te colo quando choras, alimentar-te quando queres e mostrar-te que estás em segurança quando acordas no meio da escuridão e do silêncio, é fazer-te crescer com amor. E o amor é a base de tudo. Pelo menos de tudo o que está certo. É a base de uma infância feliz, das hormonas que te dão leite, de uma família equilibrada e de adultos conscientes e humanos. É o amor que vence sempre. Qualquer luta ou batalha, qualquer medo que se atravesse à nossa frente.
Fala-se tanto de traumas de infância, de adolescentes rebeldes, de psicoterapeutas para resolver problemas psicossomáticos, de dizer sim ou dizer não. Mas continuamos a cruzar-nos com pessoas que assim que olham para nós decidem aconselhar “não o habitue ao colo”, “deixe-o acalmar-se sozinho”, “não lhe dê mama sempre que quiser, senão não quer outra coisa”, e tantas outras barbaridades. Pais que se queixam de não compreender os filhos, mas que os deixam horas a chorar no berço ignorando completamente os pedidos dos mesmos. Que fazem cursos pré-parto, pesquisam todos os sites possíveis, lêem todos os livros sobre bebés, mas ignoram tudo porque a vizinha lhes disse que as teorias estão todas erradas.

Não sei se tens manha, se me manipulas, se já vens ensinado, se nunca mais vais adormecer sozinho ou aos dez anos ainda vais queres passar a madrugada na minha cama. Mas sei do que precisas agora. Do que me pedes. Do medo que tens do escuro e do silêncio. Do colo que te faz já sorrir para mim. Do amor que tenho para te dar e da segurança que me exiges. É por isso que vamos ignorar o mundo à nossa volta e crescer os dois no que é certo para nós, no que nos faz felizes, com ou sem manha, mas com muito colo pelo meio.
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trazer o amor ao mundo ♥

Enquanto me deslizavam pelo corredor em direcção ao bloco de partos e sentia o nosso filho a querer conhecer o mundo, senti sobre mim a enorme responsabilidade do que estava prestes a acontecer. Seria eu, e apenas eu, com quem tu e o nosso filho poderiam contar para que tudo corresse bem. A nossa vida estava dependente do que o meu corpo poderia ou não conseguir fazer nos próximos minutos. Comecei a tremer na maca fria, descontroladamente. Procurei-te mas sabia à partida que te estavam a preparar. Encontrei o olhar de uma enfermeira que me disse que estava tudo bem, era uma reacção perfeitamente normal. Ainda antes de ti entrou o meu médico, com o seu jeito descontraído, seguro, mãos grandes e postura protectora. Olhou-me nos olhos e disse Vamos fazer isto os dois, em equipa? Respirei fundo e tremi um sim com a cabeça. Enquanto ele se preparava fechei os olhos e senti a energia a mudar, para melhor, para algo mágico prestes a acontecer. Não ouvia ninguém para além dele, não sentia nada para além das contrações que aproximavam o nosso amor pequenino deste mundo. Caí num silêncio selectivo e quando já estava perfeitamente alinhada com a força do meu corpo é que me apercebi que estavas já ao meu lado. Quase não te reconheci com a touca, a máscara e a concentração que exigia o momento mais importante das nossas vidas. Deste me a mão, olhaste-me dentro dos olhos e disseste tu consegues, respira fundo. Durante aqueles minutos sentia-me a pairar entre a tua voz, a voz do meu médico e o que o meu corpo me dizia a alto e bom som. Concentrei toda a força do mundo para fora de mim, para te dar uma extensão de ti. Calmamente, sem pressa, sem medo, sem receio. O nosso filho chegou a nós num ambiente relaxado, carregado de magia e ternura, depois de 24 horas de trabalho de parto que começou quando ele quis chegar. E chegou. Mais cedo que o esperado mas com todo o amor do mundo. Foi, provavelmente, o momento mais bonito da minha vida, de uma leveza que nunca esperei. Foi provavelmente o momento em que mais te amei na minha vida, também. Porque sem ti não tinha conseguido ouvir a voz do amor.




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mala da maternidade ♥

Uma das maiores dúvidas de mães de primeira viagem é o que levar para a maternidade. As diferentes estações do ano parecem divergir opiniões e listas. Depois de muitas pesquisas, tanto de hospitais privados como públicos, esta é a minha lista com o que é necessário para aqueles dois/três dias na maternidade, consoante parto normal/cesariana.

A minha mala

·         Documentos (Cartão Cidadão, Seguro, etc)
·         Boletim de Grávida
·         Últimas análises e ecografias
·         Telemóvel
·         Carregador
·         4 camisas de noite com abertura à frente
·         Roupão
·         Chinelos de quarto e de banho
·         3 soutiens de amamentação
·         Discos de amamentação
·         Pomada de lanolina 
·         Cuecas descartáveis
·         Pensos higiénicos pós-parto
·         Maquilhagem
·         Escova Cabelo
·         Produtos de Higiene
·         Roupa para saída da maternidade




Mala do Sebastião

·         3 conjuntos completos para receber visitas (bodies interiores manga comprida/curta, calças de algodão interiores, fofos/cueiros, casaco, gorro, botinhas/meias)
·         3 conjuntos completos para a noite (bodies interiores manga comprida/curta, calças de algodão interiores, babygrows, gorro, botinhas/meias)
·         2 mantas
·         4 fraldas de pano
·         Fraldas descartáveis (média de 10 por dia)
·         Produtos de banho (Gel lavante, Creme Hidratante, Creme muda da fralda)
·         Lima de papel para unhas
·         Escova macia para cabelo
·         Chucha


Como estamos no verão as roupas que levo são todas de algodão fresquinho.

Alguma coisa que me esteja a esquecer?
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