Pages

Na terra do fogo e do gelo


Fomos em Maio. Estava frio. Para contrastar com o dia de hoje deixo-vos os muitos quilómetros que percorremos na Islândia.

:)
SHARE:

as cores do verão

Há poucas sensações melhores na vida do que mergulhar no mar salgado. Essa e fotografar ao por do sol com o mar como enquadramento. As férias já acabaram e apesar de ter preferido manter a máquina fotográfica em casa, para absorver melhor as sensações e não perder pitada atrás da lente, fica a promessa de para o próximo ano levar comigo uma máquina que me permita fotografar dentro de água.




Sentir a diferença de temperatura, o ondular da água à nossa volta, o sal nos lábios. Mergulhar de corpo e alma e sentir a energia negativa ser levada para longe de nós. Mas já experimentaram olhar para baixo enquanto saem do mar? As cores provocadas pela água a embater no vosso corpo e a areia no fundo? É, provavelmente, a minha parte preferida de todas. Apetece-me guardar esses momentos em repeat na minha cabeça. 



Prometo fotografar um desses momentos para vos mostrar :)





[Mais imagens bonitas com sabor a verão no meu pinterest.]

SHARE:

slow summer



Os dias têm sido lentos. Páro muitas vezes para me aperceber que estou de férias, para respirar mais devagar. Mimar o meu corpo com boa comida, manter o equilíbrio entre o que apetece e o que faz bem. Entrar no mar devagar, sentir a pele ressentir-se, mergulhar a cabeça no sal, deixar que as ondas levem tudo o que correu mal. Sentir-me leve, livre, quase selvagem, quase em casa. Encher a casa de música, reorientar a vida, fazer planos baixinho para ninguém estragar. Comer bolas de berlim ainda com o cabelo a pingar, passar da praia ao parque e correr com a minha patuda. Acender velas para o jantar, ver filmes no sofá até adormecer, esquecer a data de regresso. 





Aproveitar mais o aqui, o agora, viver o que temos neste exacto momento.


SHARE:

desta semana

Vi a Sushi adormecer enquanto o sol se escondia, chorei de raiva dentro do carro no centro de lisboa, corri atrás da Sushi no parque, puxei por mim no ginásio, levantei-me a meio da noite cheia de pesadelos e a Sushi lambeu-me os pés, passei a ferro depois de um dia de trabalho, sentei-me com a Sushi à sombra de um pinheiro, bateram no meu carro e preenchi papéis com as mãos a tremer, cheguei a casa e a Sushi fez-me uma festa, tirei fotografias para mais tarde recordar, limpei xixi da Sushi no tapete, enviei emails e contei os dias para as férias, recebi uma multa em casa, a Sushi deu-me beijinhos, limpei a casa toda e depois dei um mergulho no mar, passeei com a Sushi à noite na praia, pensei muito nas pedras que a vida nos deixa no caminho, chateei-me com a Sushi por ela ter roído a mesa da varanda, fiz análises, a Sushi correu atrás de mim no parque, marquei uma consulta de urgência, comi gelado, muito gelado, adormeci com a cabeça cheia de coisas más, limpei xixi da Sushi no chão da sala, marquei um jantar com amigos, senti-me meio perdida, a Sushi deitou a cabeça no meu colo e fez-me chorar, tentei pensar em dias melhores, estacionei o carro em frente ao Palácio onde me casei, cheguei a casa e a Sushi tinha roído os meus cremes, fui à feira de artesanato, a Sushi cumprimentou todos os cães e pessoas que passaram por nós, senti-me a afundar dentro de mim mesma. Fui com a Sushi ao parque, rebolámos as duas no chão, ela olhou para mim cheia de amor e ficou tudo bem.





SHARE:

o que os sonhos pedem


Um dia vou acordar com o som das galinhas ao fundo do jardim. Vou caminhar descalça pela terra molhada. Vou ver crescer os legumes que vou usar na cozinha, vou apanhar ervas daninhas e vou ouvir o silêncio ao anoitecer. 
Um dia vou correr atrás dos meus filhos num espaço só nosso, vou vê-los brincar com a terra e com a água, vou fotografá-los com a luz dourada no meio das searas de trigo e da sombra das oliveiras.
Um dia vou usar galochas no meio da chuva, vou embrulhar-me numa manta e esperar o luar no alpendre, vou acender velas e dançar ao som da melodia das cigarras.
Um dia vou beber chá quente enquanto aguardo pelo aroma a bolo de chocolate em frente à lareira, vou mergulhar na piscina nas noites quentes de verão, vou vestir as árvores que plantei de luzinhas de natal.



Um dia, deixo a cidade para trás e rendo-me ao que o coração pede e os sonhos querem.


SHARE:

confiar na vida

Acreditar que a vida sabe sempre o que faz. Que os nossos sonhos estão à nossa espera no quilómetro certo do nosso caminho. Que não devemos apressar as vontades, esquecer o planeamento ao milímetro, deixar-nos levar ao sabor dos dias mais azuis, cheios de luz. Acreditar nas palavras que nos foram ditas lá atrás, confiar em quem nos trouxe ao colo até aqui, mesmo que agora esteja longe de nós. Não ceder à pressão, não ceder aos dias menos bons, à noites mal dormidas, aos dias demasiado apressados. Dar prioridade a nós mesmos, ao nosso bem estar, depois aos outros e só depois ao trabalho. Confiar que tudo dá certo quando não nos levamos demasiado a sério. Que se estivermos bem e serenos dentro de nós, todo o mundo vai conspirar a nosso favor. E nos dias em que parece que tudo vai contra nós, sermos felizes cá dentro. Em segredo. O segredo das nossas coisas felizes, dos nossos hábitos felizes, fazermos o que nos faz felizes. Seja mergulhar no mar salgado, petiscar, ver um filme já muito tarde, ver o sol nascer ou fotografar quem nos enche a vida de sonhos.


SHARE:
© O que vem à rede é peixe. All rights reserved.