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Até já

Preciso de parar. De recomeçar outra vez. Os últimos meses têm sido duros, muitos sonhos à espera, muitos dissabores, muitas expectativas caídas por terra, muitos obstáculos, pessoas negativas à minha volta, acontecimentos sem sentido. Por mais que tente ver sempre o lado bom das coisas, custa-me muito admitir que desta vez não estou a dar conta do recado. Estabeleço objectivos e não consigo cumpri-los, há sempre qualquer coisa que me impede de concretizar os planos que fiz para mim. Sinto-me cansada, física e emocionalmente. Tenho sempre sono, desmotivo com uma facilidade surpreendente. Praticamente não me conheço nos últimos tempos. A minha determinação ficou lá atrás, acordo frágil e deito-me esgotada. E é por isso que vou parar. E parar implica deixar de vos escrever. Não estaria a ser fiel a este blog se o continuasse a fazer. Não consigo a inspiração de que preciso, a força e a destreza de palavras. Vou parar. Não para sempre. Vou parar até encontrar de novo o que preciso, até me sentir em paz novamente. A transição desta fase do ano vai, com certeza, ajudar. 

Afinal, Setembro é e sempre foi o meu recomeço. Este vai ser o meu recomeço. 

Até já.


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uma sessão muito especial

Sempre tive uma ideia muito triste em relação aos vestidos de noiva. Por um lado são os vestidos da nossa vida, do dia que imaginamos ao pormenor, vivemos um dos dias mais felizes de sempre dentro deles, mas depois ficam fechados numa caixa para sempre. Guardam com eles sorrisos e momentos de muita ansiedade, lágrimas e gargalhadas e sempre tive imensa pena de não puder voltar a usar o meu. Que imaginei vezes e vezes sem conta na minha cabeça, que passou demasiado rápido assim que nos vemos ao espelho e nos sentimos especiais.
Por isso foi com uma felicidade absoluta que soube que a querida Carmo me tinha escolhido para uma sessão fotográfica com o meu vestido de noiva. Assim, de um momento para o outro apercebi-me da sorte que tinha por puder vesti-lo duas vezes!

A sessão estava programada para ser na serra de sintra, mas estava tanto vento que podia ter voado! Fomos descendo e acabámos por tirar o maior proveito da praia do Guincho, mesmo com vento,o que ajudou imenso :)








A Carmo é uma fotógrafa de mão cheia. Foi uma tarde muito divertida, muito especial.




E o meu vestido foi para dentro da sua caixa muito mais feliz :)


Vestido: Rosa Clará 2014
Maquilhagem: MAC

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em jeito de despedida

É difícil olhar para trás e não desejar que as coisas tivessem sido diferentes. Por muito que nos mantivéssemos no mesmo caminho, há sempre alguma coisa que gostávamos de mudar. Uma frase, um gesto, uma decisão. Quantas vezes não fazemos todo o filme dentro da nossa cabeça, caso tivéssemos tido coragem de fazer diferente? E porque não fazemos diferente a partir de hoje? Porque não esquecemos as limitações, a forma como estamos condicionados pelo que nos envolve, absorvidos nas nossas próprias vidas, demasiado preocupado com coisas que não fazem sentido? Porque não nos libertamos uma vez que seja e somos quem realmente queremos ser? Fazemos realmente o que queremos fazer? Porque não aceitamos de uma vez por todas que esta vida não se repete e esta é a nossa única oportunidade?




Em jeito de despedida de Agosto. Setembro está mesmo aí. O meu recomeço. O meu mês mais querido, em que fecho um ciclo, encerro capítulos e tento fazer diferente. 



r.e.c.o.m.e.ç.a.r




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Na terra do fogo e do gelo


Fomos em Maio. Estava frio. Para contrastar com o dia de hoje deixo-vos os muitos quilómetros que percorremos na Islândia.

:)
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as cores do verão

Há poucas sensações melhores na vida do que mergulhar no mar salgado. Essa e fotografar ao por do sol com o mar como enquadramento. As férias já acabaram e apesar de ter preferido manter a máquina fotográfica em casa, para absorver melhor as sensações e não perder pitada atrás da lente, fica a promessa de para o próximo ano levar comigo uma máquina que me permita fotografar dentro de água.




Sentir a diferença de temperatura, o ondular da água à nossa volta, o sal nos lábios. Mergulhar de corpo e alma e sentir a energia negativa ser levada para longe de nós. Mas já experimentaram olhar para baixo enquanto saem do mar? As cores provocadas pela água a embater no vosso corpo e a areia no fundo? É, provavelmente, a minha parte preferida de todas. Apetece-me guardar esses momentos em repeat na minha cabeça. 



Prometo fotografar um desses momentos para vos mostrar :)





[Mais imagens bonitas com sabor a verão no meu pinterest.]

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slow summer



Os dias têm sido lentos. Páro muitas vezes para me aperceber que estou de férias, para respirar mais devagar. Mimar o meu corpo com boa comida, manter o equilíbrio entre o que apetece e o que faz bem. Entrar no mar devagar, sentir a pele ressentir-se, mergulhar a cabeça no sal, deixar que as ondas levem tudo o que correu mal. Sentir-me leve, livre, quase selvagem, quase em casa. Encher a casa de música, reorientar a vida, fazer planos baixinho para ninguém estragar. Comer bolas de berlim ainda com o cabelo a pingar, passar da praia ao parque e correr com a minha patuda. Acender velas para o jantar, ver filmes no sofá até adormecer, esquecer a data de regresso. 





Aproveitar mais o aqui, o agora, viver o que temos neste exacto momento.


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