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ajuda na amamentação

Tínhamos chegado a casa no dia anterior passadas duas noites no hospital. Estava em plena "subida" de leite. Tinha lido imenso sobre o assunto, assistido a vídeos para minimizar o desconforto, já tinha em casa uma almofada de sementes pronta a aquecer e uns saquinhos de hidrogel para o congelador. Mas sentia-me completamente desorientada na mesma. 
O Sebastião nasceu pré-termo e com baixo peso e apesar de vir cheio de fome era ainda muito imaturo para uma boa pega. Acabava por pegar bem, mas demorava uns bons quinze minutos de prática e muita paciência. No meio desse processo ele chorava desalmadamente de fome e eu comecei a ficar cheia de dúvidas, ainda para mais com a pressão de ter de o alimentar a cada X horas, porque ele tinha mesmo de ganhar peso. Não pensei duas vezes. 
Com a casa cheia de visitas, peguei no contacto que já tinha guardado em caso de vir a precisar e enviei um email a pedir ajuda. Era fim de semana e pensei que só segunda tivesse uma resposta. Enganei-me. Passado pouco tempo recebi uma mensagem no meu telemóvel a informar-me que poderia ligar para aquele número. E foi assim que falei pela primeira vez com a Patrícia. Perguntou-me o que se passava, falámos cinco minutos e nessa mesma tarde a Patrícia foi lá a casa. Esteve connosco cinco horas. Ensinou-me como fazer a extração manual, ajudou-nos com a pega, ficámos a conhecer novas posições para o Sebastião mamar, falámos de tudo, de sonos, de ritmos de crescimento, do que é normal acontecer e do que não é, até ajudou o Sebastião a fazer cocó e fez questão de ficar ao nosso lado até o ele cair de sono e não ser possível dar-lhe mais mama. Descansou-me imenso. Senti-me mais preparada, mais consciente do que estava a fazer. 
Quando se despediu de nós disse-me que podia falar com ela sempre que quisesse, sempre que surgisse alguma dúvida. No dia seguinte enviou-me mais alguns vídeos e artigos sobre amamentação. Senti-me sempre apoiada e durante estes quase cinco meses de amamentação exclusiva, meses em que o Sebastião ganhou peso de forma saudável, que passou de um bebé de 2400kg para 7kg, a Patrícia foi o meu apoio. Respondeu-me sempre prontamente a tudo o que lhe perguntei. Nos dias de muito calor em que ele queria mamar de hora a hora, nos dias em que parecia que não tinha leite suficiente, em dias anteriores a ter de me ausentar durante umas horas e como poderia fazer já que não o podia levar comigo. A Patrícia foi a causa de hoje o meu filho ainda mamar e ser um bebé tão saudável.

Podem encontrar a Patrícia aqui.


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recuperar o nosso corpo

Quase cinco meses depois posso olhar-me no espelho e perceber o porquê de todos os conselhos para amamentar. Tenho a minha barriga de volta, o meu peso de volta e sinto-me bem. Claro que existe alguma flacidez e claro que as maminhas nunca mais serão as mesmas mas quando começar a ter mais algum tempo disponível para mim, vou tratar dessa parte para o ginásio. Tenho sorte, tenho plena consciência disso, sempre fui magra, tenho uma boa genética, mas sinto mesmo que amamentar foi crucial para esta recuperação. Lembro-me de, durante o primeiro mês, enquanto o Sebastião mamava, sentir aquelas picadas na zona do útero, contrações provocadas pela ocitocina que o faziam retornar ao seu estado natural. Consegui vestir as minhas calças pré-gravidez após três semanas e agora sinto-me cada vez mais eu (fora o cansaço, mas sobre essa questão já falei aqui). Claro que o facto de 70% da minha alimentação ser à base de frutas, vegetais e leguminosas tem o seu peso. Tive algum cuidado nos primeiros dois meses por causa das cólicas que o Sebastião podia ter, mas depois comi de tudo sem problema. Quase não como carne e peixe apenas algum. Os meus almoços são quase sempre vegetarianos e ao jantar experimentamos cada vez mais receitas vegan. Não o fiz para perder peso, aliás já tinha referido anteriormente aqui, que desde há um ano para cá mudei imenso o meu estilo de vida e a alimentação foi o primeiro passo. Não me senti bem em continuar a comer a quantidade de proteína animal que comia antes, depois de ver alguns documentários e ter lido livros acerca da melhoria da saúde com uma dieta à base de fruta, vegetais e leguminosas. Experimentei reduzir a proteína animal e senti-me muito melhor quando o fiz, pelo que começou a fazer sentido na minha vida. Não deixei de comer carne e peixe a 100%, nem sei se algum dia o vou fazer. Deixei sim de beber leite, optei pela bebida de aveia ou arroz que são as que mais gosto. Mas no geral sinto-me bem, não fosse a privação de sono e acho que me sentiria optimamente!


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4 meses de ti

💙 Sorris a toda a hora
💙 descobriste os pés e levas tudo à boca
💙 Detestas estar no ovo
💙 Fazes birras de sono como gente grande
💙 Dormes um bocadinho mais durante a noite 
💙 Estás fascinado com o teu “ginásio” de brinquedos no quarto

💙 Começas a interessar-te por tudo o que comemos perto de ti


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outono ♥

Os dias mais pequenos e mais tempo para estarmos juntos em família. É assim que vejo esta nova estação, que a celebro. Não existem tantas saídas, passeios e fins de semana fora, mas existe mais gente a entrar cá em casa. Família, amigos, longos jantares, filmes no sofá, o aroma a bolos acabados de sair do forno e as manhãs frescas com café quentinho. Este ano vai ter um sabor diferente. Vou ter alguém para se enroscar comigo nas mantinhas e que me faz companhia na ronha matinal. Vão ser dias a dois, pelo privilégio de puder ficar com o meu filho mais alguns meses. Partilhar com ele a minha estação preferida. Passear com ele no parque e mostrar-lhe as folhas a mudar de cor, vestir-lhe roupa mais quentinha, ver os olhos dele brilhar quando o Natal de aproximar. Porque falta pouco, muito pouco, para a época mais querida e aconhegante do ano. 


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o meu novo caminho

Ter coragem no coração e fé na vida. Acreditar num bem maior, que estamos aqui para servir, para fazer o bem, para dar amor. Seja de que forma for. O mundo precisa tanto de amor. O mundo precisa tanto de fé. Precisamos todos de ouvir mais o coração. E nas últimas semanas o meu tem passado por uma montanha russa de emoções. Ora bate de entusiasmo, ora fica apertado pelo receio. O receio de não o ter percebido bem quando falou comigo. Ou quando me permiti a ouvi-lo, finalmente. Desde os meus vinte anos que ando perdida. Não sei para que me servia o curso que tirei, o que fazer com ele, como conseguir ser feliz através dele. Essa felicidade nunca chegou. Acabou por abrir as portas à frustração, à desilusão, à incapacidade de me sentir útil para as pessoas e para o mundo. 
Mas nos últimos meses tenho notado uma mudança, que começou por ser quase imperceptível toda a minha vida, mas que sempre esteve lá. Pode ser sido exacerbada pela chegado do meu filho. Ou podia simplesmente estar à espera que me permitisse dar-lhe atenção. E acabei por dar. E é por aqui que vou seguir, Como em tudo na minha vida até hoje, vou seguir o meu coração. Mesmo que implique ficar mais horas longe do meu filho ainda tão pequeno, que me vá custar algum tempo com o J., sinto, neste preciso momento, que é por este caminho que tenho de ir. Se pode correr mal? Pode. Mas e se correr bem? E se for este, finalmente o meu destino? E se for aqui que vou ser feliz? 
A decisão está quase quase tomada. Faltam alinhavar alguns pontos para agarrar nesta força que me caracteriza e partir. Sei que não vou chegar ao destino igual. E é com esse foco que vou começar a caminhar.

Islândia 2016

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3 meses de ti ♥

♥ Páras de mamar e sorris para mim

♥ Acordas sempre bem disposto

♥ Continuas a mamar imenso durante a noite

♥ Já agarras nos objetos e estás fascinado com a tv

♥ Aprendeste a fazer bolhinhas de saliva e fazes isso o tempo todo

♥ Já não dormes durante os passeios, mas observas tudo super calminho


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